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Colheita do café supera 50%, mas qualidade do arábica continua no radar do mercado

  • Foto do escritor: MKT FG
    MKT FG
  • há 8 horas
  • 2 min de leitura

A safra brasileira de café 2026/27 ultrapassou a marca de 52% da área colhida, consolidando o avanço dos trabalhos nas principais regiões produtoras do país. O clima seco observado no início de julho contribuiu para acelerar as operações, permitindo um avanço significativo em relação às semanas anteriores.


Mesmo assim, o ritmo da colheita permanece ligeiramente abaixo do registrado no mesmo período da safra passada e também da média histórica dos últimos cinco anos, indicando que parte da produção ainda dependerá das condições climáticas das próximas semanas.



Conilon acelera; arábica segue em ritmo mais lento

O comportamento das duas principais variedades continua bastante distinto.

O café conilon já ultrapassa 72% da área colhida, impulsionado principalmente pelo avanço das lavouras no Espírito Santo.


Já o café arábica, responsável por boa parte dos cafés de maior valor agregado produzidos no Brasil, registra aproximadamente 42% de colheita.

As chuvas registradas no final de junho retardaram os trabalhos em diversas regiões produtoras, dificultando tanto a colheita quanto a secagem dos cafés nos terreiros e atrasando a chegada de novos lotes ao mercado físico.


Cerrado Mineiro mantém atenção voltada para a qualidade

No Cerrado Mineiro, uma das principais origens de cafés especiais do mundo, o comportamento da colheita varia entre as diferentes regiões.

Enquanto algumas áreas aceleraram significativamente os trabalhos nas primeiras semanas de julho, outras seguem em ritmo mais moderado, refletindo as diferenças climáticas registradas durante a fase inicial da colheita.

Mais do que acompanhar o percentual de avanço, compradores e produtores permanecem atentos à qualidade dos cafés que começam a chegar aos armazéns e às mesas de classificação.


O mercado continua olhando além da quantidade

Os acontecimentos das últimas semanas reforçam uma importante característica do mercado cafeeiro: volume de produção não significa, necessariamente, maior disponibilidade de cafés finos.


A qualidade dos lotes, o comportamento climático e a velocidade de beneficiamento continuam sendo fatores determinantes para a formação dos preços e dos diferenciais pagos pelo mercado.


À medida que a colheita avança, esses elementos deverão continuar influenciando tanto as negociações no mercado físico quanto o comportamento dos contratos futuros.


A visão da FG Corretagens

Na FG Corretagens, acompanhamos diariamente o avanço da safra, os movimentos do mercado e as condições das principais regiões produtoras para oferecer aos nossos clientes análises fundamentadas e suporte estratégico na tomada de decisões.

Compreender o cenário vai além de acompanhar números. É interpretar os fatores que realmente influenciam o mercado e identificar as oportunidades que surgem a cada etapa da safra.

 
 
 

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