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Uma presença histórica que nem sempre foi reconhecida

  • Foto do escritor: MKT FG
    MKT FG
  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

A história do café brasileiro não pode ser contada sem a presença das mulheres. Ainda assim, por décadas — ou até séculos — essa participação foi invisibilizada.


Desde o século XIX, mulheres sempre estiveram presentes em diferentes etapas da produção: no campo, na colheita, na secagem e na organização das fazendas. No entanto, nos registros oficiais, essa atuação raramente era reconhecida.


Time feminino FG Corretagens
Time feminino FG Corretagens

Muitas mulheres que desempenhavam funções essenciais na cafeicultura eram classificadas apenas como “do lar” em censos e documentos, apagando sua contribuição direta para a construção de uma das principais cadeias produtivas do Brasil.


Invisibilidade institucional e distorções históricas

O nível de invisibilidade foi tão significativo que, até recentemente, relatórios de organismos internacionais chegaram a afirmar que não havia interesse feminino no cultivo de café no país.


Essa percepção equivocada revela mais sobre a ausência de reconhecimento do que sobre a realidade do campo.


Na prática, as mulheres sempre estiveram presentes — muitas vezes exercendo funções que exigem maior precisão, atenção e sensibilidade, como:

  • seleção de grãos

  • controle de secagem

  • organização de processos pós-colheita

Atividades fundamentais para a qualidade final do café.


Influência cultural e construção de hábitos

Além do campo, a presença feminina também foi determinante na consolidação do café como elemento cultural no Brasil.


A Imperatriz Amélia, segunda esposa de D. Pedro I, teve papel importante ao transformar o consumo de café em um ritual social. Sob sua influência, a bebida passou a integrar momentos de acolhimento, convivência e recepção, deixando de ser apenas um estimulante para se tornar parte da identidade cultural brasileira.


Outro exemplo emblemático é o de Maria Punga, mulher negra que se destacou como uma das primeiras empreendedoras do café em São Paulo. Proprietária de um dos primeiros estabelecimentos a servir a bebida na cidade, ela combinava café com quitutes tradicionais, criando uma experiência que unia cultura, sabor e resistência.


Da invisibilidade à liderança

Se no passado o trabalho feminino era invisível, o presente mostra um movimento claro de transformação.


Hoje, as mulheres ocupam posição de destaque principalmente no segmento de cafés especiais — um mercado onde qualidade, rastreabilidade e sensorialidade são determinantes.


Esse protagonismo não é por acaso. Historicamente ligadas às etapas mais minuciosas do processo produtivo, as mulheres carregam uma tradição de atenção aos detalhes que se traduz diretamente na excelência do produto final.


Dados recentes indicam que 13,2% dos estabelecimentos cafeeiros no Brasil são liderados por mulheres, número que segue em crescimento.


Além disso, muitas produtoras têm criado marcas próprias, garantindo não apenas participação na produção, mas também visibilidade na comercialização.


Um novo capítulo na cafeicultura brasileira

O que antes era invisível começa a ganhar forma, voz e reconhecimento.

O protagonismo feminino no café brasileiro não é uma tendência passageira — é a revelação de uma história que sempre existiu, mas que agora passa a ser contada com mais clareza.


Na FG Corretagens, reconhecemos que o futuro do café passa por diversidade, competência e valorização de todos os agentes da cadeia — e isso inclui, de forma essencial, as mulheres que ajudam a construir esse mercado todos os dias.

Fontes:Folha de São Paulo, Claudia Thomé Witte, Antônio Egydio Martins

 
 
 

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