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Mercado de café, gestão de risco e estratégia: a visão de Flávio Gonçalves no 34º Seminário do Café

Foto do escritor: MKT FG
MKT FG
há 10 minutos
3 min de leitura

Informação, experiência e estratégia são fundamentais em um mercado no qual clima, oferta, demanda e preços podem mudar rapidamente.


Essa foi uma das principais mensagens apresentadas por Flávio Gonçalves, da FG Corretagens, durante sua participação no painel Clima e Mercado, realizado no 34º Seminário do Café, em Patrocínio-MG.


Em sua análise, Flávio abordou o atual cenário da cafeicultura, os efeitos de uma grande safra sobre o mercado e a logística, a valorização dos cafés de melhor qualidade e, principalmente, a importância da gestão de risco na comercialização.


Grandes personalidades do mundo do café debatem clima e mercado no 34º Seminário do Café em Patrocínio - MG.
Grandes personalidades do mundo do café debatem clima e mercado no 34º Seminário do Café em Patrocínio - MG.

O corretor como elo entre produtor e mercado

Flávio destacou uma característica essencial da corretagem: estar diariamente entre dois importantes agentes da cadeia.


De um lado, o produtor.


Do outro, compradores e exportadores.


Mais do que aproximar as partes de uma negociação, o papel do corretor é acompanhar o mercado e fazer com que informações relevantes cheguem ao produtor, contribuindo para decisões comerciais mais fundamentadas.


Essa visão traduz um princípio importante da atuação da FG Corretagens: corretagem não é apenas intermediação. É relacionamento, informação e leitura de mercado.


Grande safra também traz grandes desafios

O volume expressivo de café produzido nesta safra trouxe consequências que vão além da disponibilidade do produto.


A entrada concentrada de grandes volumes pressionou estruturas logísticas e interferiu nos fluxos de transporte, embarques, contêineres e pagamentos.

Ao mesmo tempo, o aumento da oferta não ocorreu de maneira uniforme quando se observa a qualidade.


Cafés comuns e de menor qualidade aparecem em maior volume, deixando a indústria em uma posição mais confortável e exercendo maior pressão sobre os preços.

Nos cafés finos e especiais, a realidade é diferente.


A menor disponibilidade desses lotes cria diferenciais relevantes e abre oportunidades de comercialização para produtores que conseguiram preservar qualidade.


O produtor administra uma "indústria a céu aberto"

Outro ponto importante apresentado por Flávio foi a mudança de comportamento observada entre produtores após os eventos climáticos de 2021.


A cafeicultura deixou uma lição ainda mais evidente: produzir café significa administrar uma verdadeira indústria a céu aberto, permanentemente exposta a variáveis que estão fora do controle do produtor.


Essa percepção aumentou a atenção para ferramentas de proteção e estratégias de gestão de risco.


E isso muda também a maneira de pensar a comercialização.


É preciso acertar o melhor preço?

Para Flávio, tentar prever com precisão os movimentos futuros do mercado é extremamente difícil.


Em vez de concentrar toda a estratégia na tentativa de vender exatamente no pico das cotações, uma alternativa é trabalhar com vendas fracionadas ao longo do ciclo, buscando construir uma média comercial consistente.


Essa abordagem reduz a dependência de uma única decisão e permite administrar melhor as oscilações características do mercado cafeeiro.


O produtor continua tendo uma posição fundamental nesse processo: é ele quem detém a mercadoria e decide o momento da venda.


A informação qualificada permite que essa decisão seja tomada com maior consciência dos riscos e oportunidades existentes naquele momento.


Informação também é ferramenta de gestão

Em um mercado marcado pela imprevisibilidade, informação precisa e acompanhamento contínuo ganham ainda mais importância.


Corretores, cooperativas, compradores e exportadores acompanham diariamente diferentes sinais do mercado. Transformar esse grande volume de informações em uma leitura compreensível e útil para o produtor é parte fundamental da construção de uma boa estratégia comercial.


Foi essa visão que Flávio Gonçalves levou ao painel do 34º Seminário do Café.

Na FG Corretagens, acreditamos que não é preciso prometer prever o mercado para ajudar o produtor a tomar decisões melhores.


É preciso acompanhá-lo, interpretar seus movimentos, compreender os riscos e construir estratégias coerentes com cada realidade.


FG Corretagens Nossos elos movem o café.

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