Café mais caro na mesa do brasileiro: o que esperar para 2026?
- MKT FG
- 16 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Nos últimos dois anos, o café percorreu um caminho cada vez mais caro entre a lavoura e a mesa do consumidor brasileiro. O preço, impulsionado por uma tempestade de fatores, registrou sucessivas altas. Entre os principais causadores: eventos climáticos nos maiores países produtores, queda da oferta no mercado interno, forte ritmo das exportações e a valorização do dólar frente ao real.

Esse cenário contrasta com o comportamento observado em 2023, quando o café registrou deflação de 9,07%. A partir de 2024, no entanto, os valores voltaram a escalar.
2026: alívio no horizonte?
Há sinais promissores. A florada nos cafezais de arábica no Sudeste, favorecida pelas chuvas de setembro, pode indicar uma safra robusta para 2026/27. Contudo, o pesquisador Felippe Serigati, da FGV, alerta para a cautela: “Eu ainda não contaria com [uma queda]”. Ele destaca que a demanda segue crescente, os estoques permanecem baixos e o mercado opera em níveis apertados — indicando que a indústria ainda precisa recompor seus inventários.
O papel do câmbio nos preços
Como o café é precificado internacionalmente — o arábica na Bolsa de Nova York e o conilon em Londres — a cotação do dólar influencia diretamente o preço final ao consumidor brasileiro. Um dólar mais barato tende a reduzir os custos, enquanto a valorização da moeda norte-americana pressiona os preços para cima.
Além disso, fatores políticos e econômicos, como as eleições presidenciais de 2026, podem gerar volatilidade cambial, o que exige atenção redobrada por parte dos produtores, torrefadores e demais elos da cadeia.
Cautela e estratégia
A expectativa de uma safra maior pode trazer certo alívio, mas a trajetória dos preços continuará a depender do equilíbrio entre oferta e demanda global, clima e comportamento do câmbio.
E você? Como acredita que o mercado vai operar em 2026? Compartilhe sua visão conosco.